Pesquisa

IT SNAPSHOT Em busca da excelência

Estudo conduzido pela Logicalis mostra que áreas de TI corporativas têm nível de maturidade intermediário. Mas estão trabalhando para melhorar

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Atualmente, 52% das empresas acreditam suas áreas de TI têm nível de maturidade intermediário. Quando olham para o mercado, a percepção é semelhante: 51% enxergam seus concorrentes em um nível intermediário de maturidade. Esse é um dos resultados da quarta edição do IT Brazil Snapshot, estudo realizado pela Logicalis que entrevistou 205 empresas com o objetivo de avaliar o nível de maturidade e de adoção de novas tecnologias nas empresas brasileiras.

Isso não significa, entretanto, que os líderes de TI estão satisfeitos com a situação. Segundo a pesquisa, 42% se cobram para alcançar o nível de excelência em relação à aplicação de tecnologia, enquanto outros 46% pretendem subir um nível na escala e se tornar maduros. A exigência mostra-se ainda maior no segmento financeiro, onde não há espaço para erros – 62% dos gestores de TIC entrevistados entendem que, especialmente nesse setor, o ideal é chegar à excelência.


A computação em nuvem finalmente se consolidou como uma realidade: hoje, 82% das empresas afirmaram ter alguma aplicação em nuvem. Porém, apesar da alta taxa de adoção, apenas 15% delas têm 75% ou mais do seu ambiente nesse modelo, enquanto a maior parte (66%) ainda não tem nem 25% dos serviços em cloud. A principal razão apontada pelos entrevistados como barreira para a adoção foi a tecnologia em si (40%), comprovando que ainda há gaps de entendimento sobre a nuvem.

Além de ser o ano de consolidação da tecnologia, 2016 registrou o fortalecimento da cloud híbrida, que já é utilizada por 40% das empresas brasileiras. A nuvem privada, por sua vez, passou de 46%, em 2013, para apenas 25% no ano passado – o que mostra uma mudança no perfil de contratação de cloud pelas organizações, cada vez mais adeptas ao modelo que permite explorar o que há de melhor de cada mundo. A adoção do modelo totalmente baseado em nuvem pública permanece estável desde a primeira edição da pesquisa, sendo usada por 7% das organizações.
O crescimento do uso de nuvem reflete outra tendência clara no mercado de TI, que é a migração gradual da aquisição de equipamentos (CAPEX) para a contratação de serviços (OPEX). No ano passado, 41% dos gastos com TI foram destinados à equipamentos e 59% a serviços. Esse movimento deve se intensificar ainda mais em 2017, quando os gastos de TI do tipo OPEX irão crescer cerca de 2%, de acordo com a previsão dos respondentes.

Novas tecnologias

Em 2016, a maior parte do orçamento de TIC foi destinado à manutenção das tecnologias existentes (71%). Além disso, houve uma queda no volume de investimentos em novas tecnologias ao longo dos últimos quatro anos (62% em 2013 e 41% em 2016) e aumento em tecnologias já existentes – em 2013, 65% do orçamento foi destinado a elas. O movimento, na visão da Logicalis, está ligado ao cenário político-econômico no País nos últimos dois anos, levando os CIOs a um comportamento mais conservador.


A comunicação entre máquinas (M2M) é o grande destaque entre as novas tecnologias e apresenta um forte crescimento desde 2014. Os números parecem refletir a tendência de popularização da internet das coisas, conceito que prevê a capacidade de conexão e comunicação entre objetos. Os números são ainda mais significativos no setor de utilities, em que 45% dos respondentes afirmam já adotar tecnologias de comunicação entre máquinas – reflexo, principalmente, das iniciativas voltadas a Smart Grid.

Outro ponto identificado pela pesquisa é que, independentemente da adoção de novas tecnologias ou do investimento na manutenção das existentes, a segurança continua sendo um tema extremamente relevante para as empresas – e que as pessoas ainda são o elo mais frágil para 70% dos entrevistados.

*Para ler o estudo completo, acesse o site da Logicalis